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5 erros comuns no Supply Chain de pequenas e médias empresas

Nov 05, 2014

Apenas recentemente pequenas e médias empresas começaram a entender o valor de desenvolver e executar estratégias de excelência em Supply Chain. Enquanto grandes corporações já investem há anos em maneiras de melhorar sua gestão de compras, empresas menores não conseguiam enxergar maneiras de aplicar de forma prática as boas práticas do mercado. A falta de um time dedicado às compras é um desses principais desafios.

Mas os benefícios de um boa gestão de Supply Chain não são nem de longe privilégios de organizações grandes. Compras de bens e serviços representa a maior fatia de gastos na maior parte das empresas, variando entre 50 e 80% dos gastos totais (Leenders – Journal of Supply Chain Management). Vale lembrar que a competição entre empresas menores pode ser ainda mais acirrada e, para continuar no jogo, elas precisam muitas vezes oferecer qualidade de produtos superior a um preço mais atrativo possível. Por isso é praticamente vital a necessidade de minimizar custos através de Supply Chain Management. Conheça então quais são os erros mais comuns e aprenda como evitá-los:

Desconhecimento de gastos: Apenas 12% das pequenas empresas centralizam suas compras em apenas um departamento segundo o Supply Chain Forum. Com vários departamentos comprando de forma desestruturada torna-se difícil saber quanto tempo e dinheiro é gasto em cada categoria. Um erro comum que prejudica negociações causa desperdício.

O que fazer? Realize uma profunda análise do seu Supply Chain. Nesta etapa, você pode contar com a ajuda de uma consultoria. Identifique as categorias com maiores gastos e defina sua estratégia gradual de Sourcing e renegociação de contratos para ganhos rápidos e duradouros.

Processos ineficientes: Sem processos estruturados e ferramentas de gestão da cadeia de suprimentos, atividades de baixo agregado podem passar despercebidas e consumir de forma ineficiente tempo da equipe. Além de atividades repetidas ou desnecessárias, há o caso de funções extremamente burocráticas, como o recebimento e organização manual de documentos como notas fiscais, requisições e cotações.

O que fazer? Não é à toa que 85% das empresas pretendem aumentar seu nível de visibilidade de ponta a ponta da sua cadeia segundo o Aberdeen Group. Ao acompanhar detalhadamente as etapas do Supply Chain é possível identificar quais processos não acrescentam valor e podem ser eliminados e quais podem ser automatizados.

Falta de atenção a potenciais riscos: A incapacidade de mapear riscos e desenvolver estratégias para mitigá-los pode prejudicar nos lucros e até a sobrevivência de um negócio. Riscos como possíveis impactos relacionados a catástrofes ambientais ou problemas com fornecedores não podem ser ignorados.

O que fazer? Planejamento de contingência é importante em qualquer empresa. Uma companhia focada em Supply Chain Management garante que os riscos sejam conhecidos, medidos, evitados e tratados. Monte um comitê de crise com ações claras para cada risco mapeado, como quando uma enchente na cidade inviabiliza a chegada de um material de primeira importância.

Desconhecimento da base de fornecedores: muitas empresas pequenas não levam em consideração o quanto parceiros são importantes para seus negócios. É crucial conhecer amplamente as capacidades e riscos associados a um determinado fornecedor. Um problema com falta de entrega de um produto ou serviço contratado pode interromper a atividade fim de uma empresa e, acima de tudo, afetar sua credibilidade com clientes.

O que fazer? Ao selecionar e realizar o cadastro de fornecedores novos, as empresas de qualquer tamanho devem submetê-los a processos de avaliação com pontos como estabilidade financeira, reputação no mercado ou cultura empresarial, por exemplo. Invista também em soluções capazes de estruturar e melhorar o relacionamento com a base de companhias parceiras e que permita ainda ampliar a quantidade de organizações com as quais sua empresa se relaciona comercialmente, facilitando a rotina de compra.

Ignorar inovações tecnológicas: além da falta de um time dedicado ao Supply Chain, várias empresas pequenas e médias não possuem também uma área de TI exclusiva e interna. É comum se sentir inseguro para adotar inovações tecnológicas mais complexas sem um suporte especializado.

O que fazer? Tecnologias mais recentes, como aquelas baseadas na nuvem, tornam mais fáceis à inclusão de soluções voltadas para a cadeia de suprimentos. Segundo o IDG, 53% das empresas dizem que a Cloud é essencial para suas estratégias de inovação. Ao usar soluções no modelo SaaS, empresas de qualquer porte se beneficiam de ferramentas prontas e sempre atualizadas.